Território
Em diálogo com o artigo de Brais Estévez «Antropoceno(n) aqui?» publicado no Caseto, o geógrafo Valerià Paül analisa o papel de Turismo Galicia – a agência pública de turismo da Xunta de Galicia – e das suas questionáveis políticas de proteção das paisagens naturais galegas.
Este texto da Sofía Fernández González apresenta uma aproximação ao limiar raiano através do conto Liño. Por meio da análise literária do conto de X. L. Méndez Ferrín, propõe-se a fronteira no Couto Misto como um espaço de resistência às imposições idiomáticas, mas também como força telúrica de pertença ao entorno.
A crítica tem oferecido pouca atenção a um aspecto d'As bestas de Sorogoyen: a leitura do seu fio narrativo como um processo de luto pelos mundos (rural e urbano) que os protagonistas deixam para trás. Nesta análise de Anxo Garrido, o único sujeito autónomo é a corporação responsável pela construção dos eólicos.
A gráfica comercial é também um lugar de memória que dá conta da vulnerabilidade dos nossos bairros face à gentrificação. Partindo do projeto 'Compostela (etno)gráfica', Aldara Cidrás reflete sobre os fenómenos transformadores da paisagem urbana da capital galega ao longo do último século.
Nos exercícios de resistência política emerge a criatividade colectiva. Este artigo propõe contar uma história das lutas socioambientais na Galiza através de imaginários gráficos que as acompanharam até o dia de hoje.
Os megaprojetos modelam o espaço que habitamos, tornando grandes pedaços do nosso território em parques para o consumo. A empresa iniciada pelo vazquismo no porto da Corunha é um exemplo; Iago Martínez deita uma olhada crítica sobre a sua história e mostra a oposição popular com que bateu.
Oferecendo um percorrido pessoal da evoluiçom da casa labrega própria, a Maria Osório historiza os processos de desertizaçom e desprestígio do mundo agrário galego nos séculos XX e XXI, apontando para um ciclo presente ciente dos vícios do mito desarrollista
Cal foi o propósito da política de emparcelamento aplicada na Galiza durante o franquismo? Que impacte, que resposta tivo a súa implantación? Que relación garda isto cos valores da modernidade e coa razón? A historiadora Alba Díaz Geada traza unha serie de liñas neste sentido como desenvolvemento da súa conferencia na I Jornada de Estudo Clara Corbelhe.
En diálogo cos libros de recente publicación sobre decolonialidade, marxismo e territorio (Lois e Ahmet Akkaya 2020; Cairo e Sánchez Iglesias 2022), Javier de Pablo aborda a particular relación que tales conceptos adoptan na Galiza.
Ao longo da historia, as habitantes da Galiza relacionáronse entre si e cos seus territorios de distintas formas, organizándose en comunidades de diverso tipo segundo as circunstancias. A través do exemplo de Casaio, Lara Barros ofrece neste artigo unha breve historia daquel relacionamento.









