Paisagem construída
O arqueólogo Andrés Currás analisa criticamente as diversas teorias sobre o chamado “feísmo” galego que têm surgido nas últimas décadas, nomeadamente as que o reinterpretam como expressão popular face a modelos impostos polas elites. Neste artigo, o autor propõe ainda uma leitura arqueológica que entende o feísmo como marca material do trauma causado pola modernidade capitalista no rural galego.
Em diálogo com o artigo de Brais Estévez «Antropoceno(n) aqui?» publicado no Caseto, o geógrafo Valerià Paül analisa o papel de Turismo Galicia – a agência pública de turismo da Xunta de Galicia – e das suas questionáveis políticas de proteção das paisagens naturais galegas.
É possível falar de uma arquitetura vernácula atual? Num contexto em que a crítica acrescenta o valor da arquitetura do ponto de vista da adequaçom às linguagens locais vernaculares, qual é o lugar da arquitetura verdadeiramente popular neste contexto?
A gráfica comercial é também um lugar de memória que dá conta da vulnerabilidade dos nossos bairros face à gentrificação. Partindo do projeto 'Compostela (etno)gráfica', Aldara Cidrás reflete sobre os fenómenos transformadores da paisagem urbana da capital galega ao longo do último século.
Quais som as relaçons entre arquitetura galega contemporânea e o aparato ideológico que surgiu com o Estado das Autonomias? Da Cidade da Cultura à falida Casa da Historia projetada durante o Vazquismo corunhés, o historiador da arte Santiago Rodríguez Caramés analisa a relaçom entre ideologia, identidade e a arquitectura estelar patrocinada polo novo milénio na Galiza.




