Língua
Este texto da Sofía Fernández González apresenta uma aproximação ao limiar raiano através do conto Liño. Por meio da análise literária do conto de X. L. Méndez Ferrín, propõe-se a fronteira no Couto Misto como um espaço de resistência às imposições idiomáticas, mas também como força telúrica de pertença ao entorno.
Com base no projecto de investigação realizado na Universidade de Santiago de Compostela, as linguistas Gabriela Prego, María Caamaño, Marta Estévez e Luz Zas oferecem uma reflexão sobre a superdiversidade linguística nas escolas galegas e como aproveitar este contexto para reposicionar a língua galega como actor essencial para uma educação linguística inclusiva e equitativa
É famosa a legenda das sufragistas «Deeds not words» mas, o que acontece quando estes não são elementos antagónicos, mas interdependentes? Helena Salgueiro analisa a configuração de um logos transfeminista galego a partir dos protestos de rua numa disputa pola aparição e ação direta da linguagem.
Com o intuito de produzir pensamento crítico a partir de textos literários, este artigo de Carlos Varón regressa à díade Casa pechada/Cativa en su lughar da poeta Luz Pichel. Nestes textos, a autora experimentava com os usos 'incorretos' da língua galega para criar unha olhada crítica sobre estigma rural, género e classe social.
As ferramentas com que analisamos a realidade têm implicações diretas na maneira como planificamos a nossa ação. No âmbito linguístico, continuam a reproduzir-se premissas herdadas de utilidade questionável. José João Rodrigues oferece a sua perspetiva a respeito, acompanhada de uma proposta alternativa.
As palavras, produto da sociedade, nom som neutras; catalogam a realidade e quando as trocamos cambiamos a nossa classificaçom do mundo. Alberte Pagán analisa a presença de estrangeirismos nos nossos usos linguísticos cotidianos através do conceito de «microcolonialismos».
O uso do meme como género discursivo permite a construção de paródias e collages sobre a galeguidade. Daniel Amarelo analisa neste artigo o potencial deste género digital para uma crítica dos sentidos normativos impostos polo Autonomismo fraguista.
As investigacións no eido demostran que o lectorado anglófono non está a acceder ás obras galegas traducidas a través das axudas da Xunta. Se isto é así, cal é realmente o público para eses textos? Laura Linares analiza o programa de axudas á tradución literaria da Xunta de Galicia como ‘performance’.
Contra as interpretações costumeiramente oferecidas sobre o nascimento do ILG nas origens do campo académico galeguista, o José João Rodríguez propõe aqui uma leitura alternativa dos mesmos factos para melhor compreender um importante segmento do espaço social galego.








