História cultural
O artigo de Núria Godón Martínez sobre 'Os días afogados' ilumina como o documentário de Souto e Avilés transforma imagens caseiras e memórias silenciadas em denúncia política e arquivo coletivo. Na sua análise a autora fala da tensão entre o progresso imposto e a perda irreparável das aldeias galegas submersas, expondo injustiças sociais e ambientais que ainda ecoam.
A Moura, personagem único na nossa literatura oral, foi submetida a uma grande variedade de estratégias de manipulação, mesmo em períodos de exaltação da cultura popular. Alba Rodríguez Saavedra identifica-as neste artigo para continuar reivindicando a relevância de uma figura extraordinária.
As cantareiras e a poesia popular oral protagonizam este ano a homenagem da RAG pelas Letras Galegas. sér vales explora a instrumentalização histórica do “folclore” no processo de construção cultural da nação e a sobrevivência do discurso folclorístico e das suas premissas essencialistas nas representações do galeguismo institucional contemporâneo.
A sociedade de consumo alicerça-se sobre uma fenda. Uma fenda que apaga os processos produtivos e invisibiliza assimetria entre o campo e a cidade. Essa fenda foi decorada no caso galego, entre outros, polo Ballet Gallego Rey de Viana. Iria Ameixeiras oferece uma história crítica do Ballet e do seu uso da cultura tradicional.
O desporto foi historicamente um espaço básico de socialização no nosso país. Porém, a atenção que tem merecido de estudiosas é limitada. Roque Sanfiz explora as relações entre poder político e instituições desportivas através de algumas clave de interesse e propõe duas hipóteses críticas ao respeito.
O Rexurdimento cultural galego de finais do século XIX decorre en paralelo ao declive imperial español. Neste artigo, Olivia Rodríguez González ofrece unha lectura da primeira novela fantástica galega, escrita no inmediato momento post-imperial, por un tenente coronel galego do exército español en Cuba.





