Estratégia
O artigo de Dani Palleiro e Inés Merayo continua o debate em curso sobre organização e modelos de militância no Caseto da Clara Corbelhe, propondo repensar a militância política na Galiza desde o anarquismo social, com perfis diversos, estruturas flexíveis e um modelo de militância dual para fortalecer organizações populares e duradouras
O estudo do grupo Galabra revela que mais da metade da população de Santiago de Compostela rejeita o modelo turístico atual, cada vez mais massificado e desrespeitoso com a vida local. Para enfrentá-lo, o professor Elia Torres Feijó propõe medidas de compensação comunitária, gestão participativa e mudança de narrativa, orientadas ao benefício integral da cidade.
Além das características específicas das diferentes vertentes anticapitalistas, que dinâmicas e problemáticas são compartilhadas por toda a militância na Galiza? Que passos podemos empreender em comum para tentar atalha-las? Este artigo é uma síntese de conversas entre persoas novas na militância e tenta começar a dar resposta a estas questões.
No primeiro artigo do Caseto de 2025, Antom Santos contribui para o debate em curso sobre modelos de militância na Galiza, colocando questões fundamentais sobre as suas possibilidades e manifestações no momento contemporâneo
Seguindo os artigos anteriormente publicados no Caseto de Ximena González e José João Rodrigues, David Soto reflete sobre a questão organizacional e os modelos militantes contemporâneos.
A desmobilização social em que vivemos, está relacionada com os modelos de militância que praticamos? Que atitudes podemos adoptar diante dela? José João Rodrigues contesta a análise de Ximena González e traça novas linhas para o debate.
Qual é a utilidade política hoje de invocar as teorias de colonialismo interno para o contexto espanhol? O historiador Javier García oferece uma breve genealogia do conceito de “colónia interna” e suas aplicações no seio dos movimentos autodeterministas do século XX espanhol, apontando a sua utilidade na hora de confrontar o extrativismo, a migração forçada e a exploração ecocida do território no momento contemporâneo.
As feministas comunitárias de Guatemala trabalham desde há uma década na ideia de que o futuro já foi e que é no nosso pasado que podemos achar as ferramentas políticas para a transformação social, tanto a nível de práticas políticas como de relacionamento com o território. Este artigo faz uma modesta reflexão sobre se também no caso da militância e das formas de intervenção social o presente e o futuro passan por olhar para o passado.
Que possibilidades abre a crise do modelo social das classes médias? Sobre que bases se pode reconstruir um sujeito emancipatório? Neste artigo, Marco Antonio Álvarez considera se a crise social e o modelo de acumulação abrem na Galiza a possibilidade de reconstrução da classe trabalhadora
Qual é a especificidade da política nas sociedades capitalistas? Qual o papel das classes sociais na política transformadora? Jorge Seijo dá continuidade ao debate iniciado por Pedro Rey Araújo sobre os quadros estratégicos da política emancipatória, defendendo a necessidade de regressar à obra de Marx.
Após ter criado um debate à volta dos modelos interpretativos da relação Galiza-Espanha, o economista Pedro M. Rey-Araújo pretende valorizar o quadro da marxiana Crítica da Economia Politica. Em resposta a Pena e Seijo, o autor traça a sua proposta para a construção de um sujeito político capaz de atingir o controlo democrático e coletivo da reprodução social.
Além da hipótese colonial de Beiras e da hegemónica de Rey-Araújo, há formas de pensar o enquadramento da Galiza na Espanha. Sergio Pena e Jorge Seijo propõem a volta à Crítica da Economia Política para superar conceções Estado-cêntricas.











