Colonialidade
Qual é a utilidade política hoje de invocar as teorias de colonialismo interno para o contexto espanhol? O historiador Javier García oferece uma breve genealogia do conceito de “colónia interna” e suas aplicações no seio dos movimentos autodeterministas do século XX espanhol, apontando a sua utilidade na hora de confrontar o extrativismo, a migração forçada e a exploração ecocida do território no momento contemporâneo.
Em um novo contexto de transição ecológica promovido pola União Europeia para alcançar a «neutralidade climática» em 2050, é preciso revisarmos a ideia de extrativismo? A experta em geografia política Maria Lois achega uma comparação entre America Latina e a Galiza, salientando os usos normativos desiguais a respeito das terminologias críticas.
Costumeiramente, o espanholismo tem sido analisado como um discurso fundamentado no ódio. No entanto, talvez a estrutura afetiva que lhe serve de base seja outra. O politólogo Alexadre Pichel-Vázquez procura no amor os alicerces do espanholismo de Vox, analisando o papel atribuído à Galiza na construção desse amor.
Além da hipótese colonial de Beiras e da hegemónica de Rey-Araújo, há formas de pensar o enquadramento da Galiza na Espanha. Sergio Pena e Jorge Seijo propõem a volta à Crítica da Economia Política para superar conceções Estado-cêntricas.
Após catro décadas de políticas de erradicación do chabolismo na Galiza, o desmantelamento de asentamentos precarios expulsou a poboación xitana cara novas periferias. Cristina Botana analiza estas políticas como um xeito de urbanismo segregativo: a expresión da colonialidade interna cara o Pobo Xitano.




