Alberte Pagán
O filólogo Alberte Pagán, tradutor dos dous primeiros capítulos de Finnegans Wake ao galego, mergulha-se na prosa fluída de 'Anna Livia Plurabelle', o seu capítulo mais famoso, para trazer à tona dúzias de hidrónimos galegos nunca antes identificados.
Longa noite é um filme de Eloy Enciso Cachafeiro sobre a memória da pós-guerra espanhola. O cineasta mostra na pantalha, com toda a crueza, o desespero, o conformismo, a aceitação e a assimilação do franquismo por parte duma sociedade derrotada. Esta dureza motivou acusações de derrotismo e reacionarismo. Porém, segundo argumenta Alberte Pagán, Longa noite nom é um filme derrotista, senão o implacável retrato de uma derrota.
Em um contexto político em que tanto importa a 'narrativa', somos cada vez mais conscientes da relevância da forma do relato sobre o seu contido. Alberte Pagán analisa, em relação ao filme As bestas, como a essência autoritária do feito narrativo nos seduz sem passar polo filtro da razão.
As palavras, produto da sociedade, nom som neutras; catalogam a realidade e quando as trocamos cambiamos a nossa classificaçom do mundo. Alberte Pagán analisa a presença de estrangeirismos nos nossos usos linguísticos cotidianos através do conceito de «microcolonialismos».
Com o surgimento do Novo Cinema Galego, a Galiza deixou de ser objeto (cenário de produções alheias) para, por primeira vez, erigir-se em sujeito. Alberte Pagán, cineasta pioneiro de cinema experimental na Galiza e membro do Espaço Clara Corbelhe, analisa as possibilidades deste cinema para uma política nacional emancipadora.




