Artigos
Seguindo os artigos anteriormente publicados no Caseto de Ximena González e José João Rodrigues, David Soto reflete sobre a questão organizacional e os modelos militantes contemporâneos.
A antropóloga Bibiana Martínez, estudosa dos efeitos que as regulamentações pós-covid estão a ter nas mulheres rurais galegas que vendem informalmente os seus produtos agrícolas às portas das praças de abastos galegas, propõe esta pergunta: Esta-se tentando acabar com esta prática tradicional e valiosa de mercado de proximidade na Galiza?
É possível falar de uma arquitetura vernácula atual? Num contexto em que a crítica acrescenta o valor da arquitetura do ponto de vista da adequaçom às linguagens locais vernaculares, qual é o lugar da arquitetura verdadeiramente popular neste contexto?
A desmobilização social em que vivemos, está relacionada com os modelos de militância que praticamos? Que atitudes podemos adoptar diante dela? José João Rodrigues contesta a análise de Ximena González e traça novas linhas para o debate.
Longa noite é um filme de Eloy Enciso Cachafeiro sobre a memória da pós-guerra espanhola. O cineasta mostra na pantalha, com toda a crueza, o desespero, o conformismo, a aceitação e a assimilação do franquismo por parte duma sociedade derrotada. Esta dureza motivou acusações de derrotismo e reacionarismo. Porém, segundo argumenta Alberte Pagán, Longa noite nom é um filme derrotista, senão o implacável retrato de uma derrota.
Com base no projecto de investigação realizado na Universidade de Santiago de Compostela, as linguistas Gabriela Prego, María Caamaño, Marta Estévez e Luz Zas oferecem uma reflexão sobre a superdiversidade linguística nas escolas galegas e como aproveitar este contexto para reposicionar a língua galega como actor essencial para uma educação linguística inclusiva e equitativa
Num contexto de crise habitacional e de pressão urbana derivada do turismo, a abertura de espaços à comunidade pode contribuir positivamente para um desenvolvimento urbano mais sustentável. O pesquisador Andrei Quintiá Pastrana propõe neste artigo a possibilidade de empregar o marco institucional dos montes em mão comum para imaginar um modelo alternativo na gestão da vivenda.
Qual é a utilidade política hoje de invocar as teorias de colonialismo interno para o contexto espanhol? O historiador Javier García oferece uma breve genealogia do conceito de “colónia interna” e suas aplicações no seio dos movimentos autodeterministas do século XX espanhol, apontando a sua utilidade na hora de confrontar o extrativismo, a migração forçada e a exploração ecocida do território no momento contemporâneo.
A partir do estudo das fossas da violência fascista na Galiza, as historiadoras Uxía Otero e Conchi López colocam a seguinte questão: o que nos podem dizer os objetos pessoais e de vestuário encontrados nas fossas estudadas?
A crítica tem oferecido pouca atenção a um aspecto d'As bestas de Sorogoyen: a leitura do seu fio narrativo como um processo de luto pelos mundos (rural e urbano) que os protagonistas deixam para trás. Nesta análise de Anxo Garrido, o único sujeito autónomo é a corporação responsável pela construção dos eólicos.
Nom há forma de transporte de mercadorias mais eficiente e ecológica do que a marítima e, contudo, continúa a ser ineficiente e mui poluente. Neste artigo María López pergunta-se se o verdadeiro problema é a aposta por um modelo baseado no crescimento infinito.
As feministas comunitárias de Guatemala trabalham desde há uma década na ideia de que o futuro já foi e que é no nosso pasado que podemos achar as ferramentas políticas para a transformação social, tanto a nível de práticas políticas como de relacionamento com o território. Este artigo faz uma modesta reflexão sobre se também no caso da militância e das formas de intervenção social o presente e o futuro passan por olhar para o passado.











