Artigos
Partindo dos estudos críticos do espaço de Henri Lefebvre, o artigo de Brais Freire analisa como a diáspora galega em Barakaldo transformou o bairro de Arteagabeitia num “espaço vivido” de resistência cultural e afetiva. A comunidade migrante galega, através da cooperação, da toponímia e da vida quotidiana, inscreveu a sua identidade na paisagem urbana basca, revelando o poder político do território como lugar de pertença e continuidade cultural.
Uma conquista dos movimentos pela justiça social ou uma ferramenta de controle ideológico nas mãos do sistema? O tipo penal de "delito de ódio" precisa de uma funda análise crítica, desde o seu fundamento ideológico e o contexto de violência que o legitima até as suas últimas consequências materiais.
O artigo de Núria Godón Martínez sobre 'Os días afogados' ilumina como o documentário de Souto e Avilés transforma imagens caseiras e memórias silenciadas em denúncia política e arquivo coletivo. Na sua análise a autora fala da tensão entre o progresso imposto e a perda irreparável das aldeias galegas submersas, expondo injustiças sociais e ambientais que ainda ecoam.
O artigo de Dani Palleiro e Inés Merayo continua o debate em curso sobre organização e modelos de militância no Caseto da Clara Corbelhe, propondo repensar a militância política na Galiza desde o anarquismo social, com perfis diversos, estruturas flexíveis e um modelo de militância dual para fortalecer organizações populares e duradouras
O estudo do grupo Galabra revela que mais da metade da população de Santiago de Compostela rejeita o modelo turístico atual, cada vez mais massificado e desrespeitoso com a vida local. Para enfrentá-lo, o professor Elia Torres Feijó propõe medidas de compensação comunitária, gestão participativa e mudança de narrativa, orientadas ao benefício integral da cidade.
Em diálogo com o artigo de Brais Estévez «Antropoceno(n) aqui?» publicado no Caseto, o geógrafo Valerià Paül analisa o papel de Turismo Galicia – a agência pública de turismo da Xunta de Galicia – e das suas questionáveis políticas de proteção das paisagens naturais galegas.
O filólogo Alberte Pagán, tradutor dos dous primeiros capítulos de Finnegans Wake ao galego, mergulha-se na prosa fluída de 'Anna Livia Plurabelle', o seu capítulo mais famoso, para trazer à tona dúzias de hidrónimos galegos nunca antes identificados.
A Moura, personagem único na nossa literatura oral, foi submetida a uma grande variedade de estratégias de manipulação, mesmo em períodos de exaltação da cultura popular. Alba Rodríguez Saavedra identifica-as neste artigo para continuar reivindicando a relevância de uma figura extraordinária.
Seguindo o tema proposto no número 4 da revista Clara Corbelhe, sobre o papel das instituições na autodeterminação nacional galega, Carlos Lema, diretor da Fundación Euseino?, escreve sobre a oportunidade de criar 'instituições sen necessidade'.
Neste texto, a pesquisadora Laura Lesta García destaca a importância do humor gráfico como ferramenta política ao longo do século XX na Galiza. Especificamente, estuda o caso de Can sen Dono, referência do humor gráfico e literário galego na década de 1980
As cantareiras e a poesia popular oral protagonizam este ano a homenagem da RAG pelas Letras Galegas. sér vales explora a instrumentalização histórica do “folclore” no processo de construção cultural da nação e a sobrevivência do discurso folclorístico e das suas premissas essencialistas nas representações do galeguismo institucional contemporâneo.
Seguindo a esteira de anteriores artigos publicados no Caseto sobre compromisso e militância, a ativista animalista Mónica Pérez Arias explica neste as circunstâncias que a levárom a militar em grupos organizados. Além disso, apresenta um panorama da história e a presença de organizações antiespecistas na Galiza.










