Artigos
De uma perspectiva ecofeminista, o artigo critica a estratégia «Do prado ao prato» da UE, e defende a proposta alternativa para a transição agroalimentar desenvolvida pola Secretaria da Mulher do Sindicato Labrego Galego, centrada na igualdade de género e na perspetiva do cuidado.
Existe um paralelismo entre as escolhas relacionais das protagonistas desta tragicomédia e as possibilidades políticas para a Galiza? Por que Castelao não explicitou nunca o objetivo desta obra moralizante? O escritor Alberto Lema questiona e propõe uma nova leitura de uma das peças teatrais mais populares da nossa literatura.
O arqueólogo Andrés Currás analisa criticamente as diversas teorias sobre o chamado “feísmo” galego que têm surgido nas últimas décadas, nomeadamente as que o reinterpretam como expressão popular face a modelos impostos polas elites. Neste artigo, o autor propõe ainda uma leitura arqueológica que entende o feísmo como marca material do trauma causado pola modernidade capitalista no rural galego.
Como pode ser que o marxismo careça ainda de uma visão sólida do ser humano? Neste artigo, Daniel Barral reflexiona em torno aos entraves históricos da antropologia marxista e às vias actuais para o seu desatolamento.
Partindo dos estudos críticos do espaço de Henri Lefebvre, o artigo de Brais Freire analisa como a diáspora galega em Barakaldo transformou o bairro de Arteagabeitia num “espaço vivido” de resistência cultural e afetiva. A comunidade migrante galega, através da cooperação, da toponímia e da vida quotidiana, inscreveu a sua identidade na paisagem urbana basca, revelando o poder político do território como lugar de pertença e continuidade cultural.
Uma conquista dos movimentos pela justiça social ou uma ferramenta de controle ideológico nas mãos do sistema? O tipo penal de "delito de ódio" precisa de uma funda análise crítica, desde o seu fundamento ideológico e o contexto de violência que o legitima até as suas últimas consequências materiais.
O artigo de Núria Godón Martínez sobre 'Os días afogados' ilumina como o documentário de Souto e Avilés transforma imagens caseiras e memórias silenciadas em denúncia política e arquivo coletivo. Na sua análise a autora fala da tensão entre o progresso imposto e a perda irreparável das aldeias galegas submersas, expondo injustiças sociais e ambientais que ainda ecoam.
O artigo de Dani Palleiro e Inés Merayo continua o debate em curso sobre organização e modelos de militância no Caseto da Clara Corbelhe, propondo repensar a militância política na Galiza desde o anarquismo social, com perfis diversos, estruturas flexíveis e um modelo de militância dual para fortalecer organizações populares e duradouras
O estudo do grupo Galabra revela que mais da metade da população de Santiago de Compostela rejeita o modelo turístico atual, cada vez mais massificado e desrespeitoso com a vida local. Para enfrentá-lo, o professor Elia Torres Feijó propõe medidas de compensação comunitária, gestão participativa e mudança de narrativa, orientadas ao benefício integral da cidade.
Em diálogo com o artigo de Brais Estévez «Antropoceno(n) aqui?» publicado no Caseto, o geógrafo Valerià Paül analisa o papel de Turismo Galicia – a agência pública de turismo da Xunta de Galicia – e das suas questionáveis políticas de proteção das paisagens naturais galegas.
O filólogo Alberte Pagán, tradutor dos dous primeiros capítulos de Finnegans Wake ao galego, mergulha-se na prosa fluída de 'Anna Livia Plurabelle', o seu capítulo mais famoso, para trazer à tona dúzias de hidrónimos galegos nunca antes identificados.
A Moura, personagem único na nossa literatura oral, foi submetida a uma grande variedade de estratégias de manipulação, mesmo em períodos de exaltação da cultura popular. Alba Rodríguez Saavedra identifica-as neste artigo para continuar reivindicando a relevância de uma figura extraordinária.











