Artigos

foto clara corbelhe 1
Brais Estévez
04/09/2026

Neste artigo, o geógrafo Brais Estévez toma o filme Do the Right Thing, de Spike Lee, como fio condutor para refletir sobre as limitações da rede de refúgios climáticos desenhada polo Ministerio para la Transición Ecológica. Perante estas, o autor salienta a necessidade de enfrentar o calor extremo através de soluções que respondam as necessidades coletivas e culturais das comunidades.

james-eades-W5UJZF4lnIU-unsplash
Sonia Mendes da Silva
24/07/2026

A Sonia Mendes da Silva escreve sobre a violência racializada exercida pelas forças de segurança do estado na Galiza, tomando como estudo de caso o homicídio de Henry Carbonell Casimiro en 2023. A partir deste e de outros casos recentes, a autora analisa os mecanismos institucionais e discursivos que sustentam a produção e legitimação da violência contra pessoas negras.

IMG_5548
Sheila Fernández Míguez
10/07/2026

Partindo da hipótese de que o feminismo galego tem relegado a questão do desejo de maternidade, Sheila Fernández Míguez propõe uma reflexão situada e focada nos condicionamentos de classe sobre a reprodução medicamente assistida. A partir de uma perspetiva contemporânea, o seu texto convida-nos a repensar a justiça reprodutiva na Galiza.

image
Ariadna Cordal
26/06/2026

A investigadora Ariadna Cordal procura reconfigurar uma política da memória da violência ecossocial franquista utilizando o suporte do arquivo fotográfico do NO-DO. Através deste, e desde a ecocrítica e o ecofeminismo, pretende atender as histórias das comunidades rurais cujas vidas transformou a construção de barragens.

'Avoa e neta no campo da nabeira'.
Helena Miguélez Carballeira
12/06/2026

Embora os estudos sobre género e migração na Galiza tenham destacado a desestruturação familiar causada pelas grandes vagas migratórias para a América e a Europa na segunda metade do século XX, este fenómeno permanece sem uma análise específica. Neste artigo, Helena Miguélez Carballeira introduz o conceito feminista marxista de “fuga de cuidados” para iluminar as suas representações na cultura galega moderna e contemporânea.

Klausura 1
Amara García Adán
29/05/2026

A investigadora Amara García Adán expõe como o avanço das tecnologias de reconhecimento facial implica o controle da povoação por parte do Estado e das grandes corporações. Para reverter a degradação da participação política, propõe dotarmo-nos de uma soberania digital plena desde a Galiza.

Capa
Mourae (Lois Búa)
15/05/2026

Lois Búa, sob o nome artístico "Mourae", reivindica nste artigo o sincretismo, a contaminação cultural e as ruínas contemporâneas como motores para imaginar novas formas de galeguidade. Entre o folk horror, a memória popular e a cultura digital, Mourae defende uma tradição viva, indomável e aberta à reinvenção.

Foto 2
Raquel Crespo
24/04/2026

Raquel Crespo propón unha lectura crítica da liberdade vixiada que permite coñecer non só as súas complexidades técnicas senón tamén as consecuencias materiais, políticas e vitais que afectan as persoas condenadas por terrorismo sometidas a este réxime.

Ruth Montiel Arias
Iria Murado Carballo
03/04/2026

A Iria Murado situa as animais salvagens como indivíduos que devem ser moralmente consideradas devido à sua senciência e, em consequência, defende a necessidade de criar estratégias institucionais para a sua preservação, especialmente no casso de incêndios, em que os riscos derivam, em grande parte, de atividades humanas.

IMG_5823
Guillermo Queiro
20/03/2026

Em resposta ao artigo publicado polo Pablo Pesado no Caseto, Guillermo Queiro critica a concepção negativa da nação defendido por aquele e enfatiza a necessidade de enraizar a autodeterminação nacional na luta do proletariado galego.

Foto 1.ALP
Ánxela Lema París
06/03/2026

A Ánxela Lema París convida-nos, neste texto crítico, a revisar as identidades sexuais, sexualidades e orientações relacionais em que pensamos quando intentamos enquadrar uma voz poética e a aproveitar a ambiguidade como escapatória política às categorias limitantes da normatividade.

seoane1
Pablo Pesado
20/02/2026

Neste texto, Pablo Pesado concebe a nação como um processo histórico em contínua construção. Critica tanto a abstração classista que dilui o nacional quanto as visões essencialistas que o encerram no passado. Propõe pensá-la a partir de Adorno: aberto ao futuro e à sua própria negação, mas contrário tanto à reificação identitária quanto à sua dissolução num proletariado abstrato.