Artigos
Neste artigo, o geógrafo Brais Estévez toma o filme Do the Right Thing, de Spike Lee, como fio condutor para refletir sobre as limitações da rede de refúgios climáticos desenhada polo Ministerio para la Transición Ecológica. Perante estas, o autor salienta a necessidade de enfrentar o calor extremo através de soluções que respondam as necessidades coletivas e culturais das comunidades.
A Sonia Mendes da Silva escreve sobre a violência racializada exercida pelas forças de segurança do estado na Galiza, tomando como estudo de caso o homicídio de Henry Carbonell Casimiro en 2023. A partir deste e de outros casos recentes, a autora analisa os mecanismos institucionais e discursivos que sustentam a produção e legitimação da violência contra pessoas negras.
Partindo da hipótese de que o feminismo galego tem relegado a questão do desejo de maternidade, Sheila Fernández Míguez propõe uma reflexão situada e focada nos condicionamentos de classe sobre a reprodução medicamente assistida. A partir de uma perspetiva contemporânea, o seu texto convida-nos a repensar a justiça reprodutiva na Galiza.
A investigadora Ariadna Cordal procura reconfigurar uma política da memória da violência ecossocial franquista utilizando o suporte do arquivo fotográfico do NO-DO. Através deste, e desde a ecocrítica e o ecofeminismo, pretende atender as histórias das comunidades rurais cujas vidas transformou a construção de barragens.
Embora os estudos sobre género e migração na Galiza tenham destacado a desestruturação familiar causada pelas grandes vagas migratórias para a América e a Europa na segunda metade do século XX, este fenómeno permanece sem uma análise específica. Neste artigo, Helena Miguélez Carballeira introduz o conceito feminista marxista de “fuga de cuidados” para iluminar as suas representações na cultura galega moderna e contemporânea.
A investigadora Amara García Adán expõe como o avanço das tecnologias de reconhecimento facial implica o controle da povoação por parte do Estado e das grandes corporações. Para reverter a degradação da participação política, propõe dotarmo-nos de uma soberania digital plena desde a Galiza.
Lois Búa, sob o nome artístico "Mourae", reivindica nste artigo o sincretismo, a contaminação cultural e as ruínas contemporâneas como motores para imaginar novas formas de galeguidade. Entre o folk horror, a memória popular e a cultura digital, Mourae defende uma tradição viva, indomável e aberta à reinvenção.
Raquel Crespo propón unha lectura crítica da liberdade vixiada que permite coñecer non só as súas complexidades técnicas senón tamén as consecuencias materiais, políticas e vitais que afectan as persoas condenadas por terrorismo sometidas a este réxime.
A Iria Murado situa as animais salvagens como indivíduos que devem ser moralmente consideradas devido à sua senciência e, em consequência, defende a necessidade de criar estratégias institucionais para a sua preservação, especialmente no casso de incêndios, em que os riscos derivam, em grande parte, de atividades humanas.
Em resposta ao artigo publicado polo Pablo Pesado no Caseto, Guillermo Queiro critica a concepção negativa da nação defendido por aquele e enfatiza a necessidade de enraizar a autodeterminação nacional na luta do proletariado galego.
A Ánxela Lema París convida-nos, neste texto crítico, a revisar as identidades sexuais, sexualidades e orientações relacionais em que pensamos quando intentamos enquadrar uma voz poética e a aproveitar a ambiguidade como escapatória política às categorias limitantes da normatividade.
Neste texto, Pablo Pesado concebe a nação como um processo histórico em contínua construção. Critica tanto a abstração classista que dilui o nacional quanto as visões essencialistas que o encerram no passado. Propõe pensá-la a partir de Adorno: aberto ao futuro e à sua própria negação, mas contrário tanto à reificação identitária quanto à sua dissolução num proletariado abstrato.











