Artigos
Lois Búa, sob o nome artístico "Mourae", reivindica nste artigo o sincretismo, a contaminação cultural e as ruínas contemporâneas como motores para imaginar novas formas de galeguidade. Entre o folk horror, a memória popular e a cultura digital, Mourae defende uma tradição viva, indomável e aberta à reinvenção.
Raquel Crespo propón unha lectura crítica da liberdade vixiada que permite coñecer non só as súas complexidades técnicas senón tamén as consecuencias materiais, políticas e vitais que afectan as persoas condenadas por terrorismo sometidas a este réxime.
A Iria Murado situa as animais salvagens como indivíduos que devem ser moralmente consideradas devido à sua senciência e, em consequência, defende a necessidade de criar estratégias institucionais para a sua preservação, especialmente no casso de incêndios, em que os riscos derivam, em grande parte, de atividades humanas.
Em resposta ao artigo publicado polo Pablo Pesado no Caseto, Guillermo Queiro critica a concepção negativa da nação defendido por aquele e enfatiza a necessidade de enraizar a autodeterminação nacional na luta do proletariado galego.
A Ánxela Lema París convida-nos, neste texto crítico, a revisar as identidades sexuais, sexualidades e orientações relacionais em que pensamos quando intentamos enquadrar uma voz poética e a aproveitar a ambiguidade como escapatória política às categorias limitantes da normatividade.
Neste texto, Pablo Pesado concebe a nação como um processo histórico em contínua construção. Critica tanto a abstração classista que dilui o nacional quanto as visões essencialistas que o encerram no passado. Propõe pensá-la a partir de Adorno: aberto ao futuro e à sua própria negação, mas contrário tanto à reificação identitária quanto à sua dissolução num proletariado abstrato.
As múltiplas crises contemporâneas são, segundo Pedro M. Rey Araújo, um reflexo do esgotamento secular do valor como forma dominante de riqueza social, e não do capitalismo. Portanto, o desenvolvimento histórico do capital, que poderia dominar o próprio planeta, cria também, pela primeira vez, as condições de possibilidade do comunismo para o bem.
Neste texto, a Ana Belén Feijoó reflexiona sobre as condições da incorporação de Maruja Mallo na arte galega a partir da sua negativa a identificar-se como tal e questiona os marcos com que a historiografia na Galiza costuma canonizar artistas que destacam primeiro no âmbito espanhol.
De uma perspectiva ecofeminista, o artigo critica a estratégia «Do prado ao prato» da UE, e defende a proposta alternativa para a transição agroalimentar desenvolvida pola Secretaria da Mulher do Sindicato Labrego Galego, centrada na igualdade de género e na perspetiva do cuidado.
Existe um paralelismo entre as escolhas relacionais das protagonistas desta tragicomédia e as possibilidades políticas para a Galiza? Por que Castelao não explicitou nunca o objetivo desta obra moralizante? O escritor Alberto Lema questiona e propõe uma nova leitura de uma das peças teatrais mais populares da nossa literatura.
O arqueólogo Andrés Currás analisa criticamente as diversas teorias sobre o chamado “feísmo” galego que têm surgido nas últimas décadas, nomeadamente as que o reinterpretam como expressão popular face a modelos impostos polas elites. Neste artigo, o autor propõe ainda uma leitura arqueológica que entende o feísmo como marca material do trauma causado pola modernidade capitalista no rural galego.
Como pode ser que o marxismo careça ainda de uma visão sólida do ser humano? Neste artigo, Daniel Barral reflexiona em torno aos entraves históricos da antropologia marxista e às vias actuais para o seu desatolamento.











