2023 - 2024
A partir do estudo das fossas da violência fascista na Galiza, as historiadoras Uxía Otero e Conchi López colocam a seguinte questão: o que nos podem dizer os objetos pessoais e de vestuário encontrados nas fossas estudadas?
A crítica tem oferecido pouca atenção a um aspecto d'As bestas de Sorogoyen: a leitura do seu fio narrativo como um processo de luto pelos mundos (rural e urbano) que os protagonistas deixam para trás. Nesta análise de Anxo Garrido, o único sujeito autónomo é a corporação responsável pela construção dos eólicos.
Nom há forma de transporte de mercadorias mais eficiente e ecológica do que a marítima e, contudo, continúa a ser ineficiente e mui poluente. Neste artigo María López pergunta-se se o verdadeiro problema é a aposta por um modelo baseado no crescimento infinito.
As feministas comunitárias de Guatemala trabalham desde há uma década na ideia de que o futuro já foi e que é no nosso pasado que podemos achar as ferramentas políticas para a transformação social, tanto a nível de práticas políticas como de relacionamento com o território. Este artigo faz uma modesta reflexão sobre se também no caso da militância e das formas de intervenção social o presente e o futuro passan por olhar para o passado.
A gráfica comercial é também um lugar de memória que dá conta da vulnerabilidade dos nossos bairros face à gentrificação. Partindo do projeto 'Compostela (etno)gráfica', Aldara Cidrás reflete sobre os fenómenos transformadores da paisagem urbana da capital galega ao longo do último século.
Que possibilidades abre a crise do modelo social das classes médias? Sobre que bases se pode reconstruir um sujeito emancipatório? Neste artigo, Marco Antonio Álvarez considera se a crise social e o modelo de acumulação abrem na Galiza a possibilidade de reconstrução da classe trabalhadora
É famosa a legenda das sufragistas «Deeds not words» mas, o que acontece quando estes não são elementos antagónicos, mas interdependentes? Helena Salgueiro analisa a configuração de um logos transfeminista galego a partir dos protestos de rua numa disputa pola aparição e ação direta da linguagem.
O atual contexto demográfico desempenha um papel relevante na recente ofensiva global contra o direito ao aborto? Que estratégias discursivas estão a ser utilizadas no nosso ambiente para dinamitar os avanços dos movimentos feministas e queer? Neste artigo Xandre Garrido procura estas chaves numa análise histórica do papel da ONU na promoção dos direitos reprodutivos das mulheres.
Como é que são utilizados os símbolos da nossa pré-história hoje em dia? Que papel jogam os petróglifos na Galiza do século XXI? Através da análise de diferentes casos, Tre García aproxima-se dos usos do património arqueológico e as imagens pre-históricas como ferramentas de construção da identidade corporativa galega.
Qual é a especificidade da política nas sociedades capitalistas? Qual o papel das classes sociais na política transformadora? Jorge Seijo dá continuidade ao debate iniciado por Pedro Rey Araújo sobre os quadros estratégicos da política emancipatória, defendendo a necessidade de regressar à obra de Marx.
Com o intuito de produzir pensamento crítico a partir de textos literários, este artigo de Carlos Varón regressa à díade Casa pechada/Cativa en su lughar da poeta Luz Pichel. Nestes textos, a autora experimentava com os usos 'incorretos' da língua galega para criar unha olhada crítica sobre estigma rural, género e classe social.
Nos exercícios de resistência política emerge a criatividade colectiva. Este artigo propõe contar uma história das lutas socioambientais na Galiza através de imaginários gráficos que as acompanharam até o dia de hoje.











