2022 - 2023
A discapacidade tem sido utilizada para construir, no imaginário espanhol, um determinado sujeito rural; porém, não da mesma maneira com personagens espanholas e galegas. Neste último caso, a discapacidade é utilizada para caraterizar um indivíduo contrário à modernidade e o progresso, como assinala Helena Miguélez-Carballeira nesta sua análise comparada.
Em um novo contexto de transição ecológica promovido pola União Europeia para alcançar a «neutralidade climática» em 2050, é preciso revisarmos a ideia de extrativismo? A experta em geografia política Maria Lois achega uma comparação entre America Latina e a Galiza, salientando os usos normativos desiguais a respeito das terminologias críticas.
As obras de artistas pop como Andrés do Barro ou Los Tamara foram interpretadas pela crítica e pelo público como paralelas às produções mais interventivas ou politizadas. Porém, é possível fazer uma leitura daquelas músicas como sendo denúncias da realidade material da Galiza do tardofranquismo. David Miranda oferece esta nova interpretação à luz da terminologia de Sara Ahmed.
A corrente de produtos audiovisuais (de circulação galega, estatal e transnacional) que mostram um entorno rural galego violento não fez senão crescer nas últimas décadas. Porém, quanto há de realidade nessas estampas? O investigador en direito penitenciário e criminologia, David Castro Liñares, contrasta as políticas de representação associadas ao Galician Noir com os dados existentes a respeito da realidade criminal galega.
A fraqueza dos estudos da cultura na Galiza tem deixado um grande vazio na observação da literatura como fenómeno social. Xian Naia, na ideia de que esse vazio deve ser preenchido, faz uma apresentação e análise de um –já histórico– evento literário impulsado por uma comunidade militante: o Festival de Poesia do Condado.
Oferecendo um percorrido pessoal da evoluiçom da casa labrega própria, a Maria Osório historiza os processos de desertizaçom e desprestígio do mundo agrário galego nos séculos XX e XXI, apontando para um ciclo presente ciente dos vícios do mito desarrollista
Costumeiramente, o espanholismo tem sido analisado como um discurso fundamentado no ódio. No entanto, talvez a estrutura afetiva que lhe serve de base seja outra. O politólogo Alexadre Pichel-Vázquez procura no amor os alicerces do espanholismo de Vox, analisando o papel atribuído à Galiza na construção desse amor.
En diálogo co pensamento de José Luis Villacañas, David Rodríguez fai un sucinto percorrido histórico pola conformación antipopular do Estado español e propón a vía soberanista das nacións sen Estado como a mellor diagnose e saída para o «trauma España».
Além da hipótese colonial de Beiras e da hegemónica de Rey-Araújo, há formas de pensar o enquadramento da Galiza na Espanha. Sergio Pena e Jorge Seijo propõem a volta à Crítica da Economia Política para superar conceções Estado-cêntricas.
A historiadora Tamara López Fernández analisa a lexislación en materia de xénero durante periodos republicano e franquista, facendo unha reflexión a respecto da involución xurídica no ámbito da violencia de xénero e dos dereitos da muller, así como das súas manifestacións contemporáneas.
As ferramentas com que analisamos a realidade têm implicações diretas na maneira como planificamos a nossa ação. No âmbito linguístico, continuam a reproduzir-se premissas herdadas de utilidade questionável. José João Rodrigues oferece a sua perspetiva a respeito, acompanhada de uma proposta alternativa.
Desde a tradición crítica dos estudos decoloniais, as sociólogas Antía Pérez Caramés e Keina Espiñeira reflexionan sobre os procesos de racialización, exclusión e inclusión aos que fican sometidas as persoas migrantes na Galiza, chamando á continuada lectura de estudos chave como o de Luzia Oca sobre a comunidade migrante caboverdiana de Burela.











